sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Revolução digital




O Estado do Rio de Janeiro está prestes a sofrer uma grande transformação tecnológica, tudo isso graças a Revolução Digital. Ela proporcionará uma incrível melhora na qualidade de imagem. A melhora virá pela ação de um conversor que aumentará o preço da TV, quando embutido nela, em 8 a 13 mil reais. O aparelho isolado custará entre 500 e 600 reais. Há expectativa que o governo entre em ação para bartear o custo do aparelho para um valor entre 100 e 200 reais.

A estréia será no dia 20 de abril, pelas mãos da TV Globo que lançará a TV digital nos 17 municípios que fazem parte da Região Metropolitana do Estado: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Mesquita, Tanguá, Nova Iguaçu, Magé, Seropédica, São João de Meriti, Nilópolis, Queimados, Paracambi, Itaboraí e Japeri.

As outras principais regiões do país já têm data marcada para receber a nova tecnologia: Brasília e Belo Horizonte em meados de julho; Fortaleza, Salvador e Curitiba em outubro e Porto alegre e João Pessoa apenas em 2009. Lembrando que em São Paulo a transmissão HD foi lançada em 2007, que tem tudo para ser um ano importante para a TV brasileira como foram 1948 (primeira transmissão de TV), 1950 (primeira transmissão comercial do Brasil, a da TV Tupi) e 1972 (primeira transmissão colorida).

O presidente da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV), Daniel Slaviero garante as datas de estréia acima, mas explica que variará de emissora para emissora. Os sinais analógicos, usados atualmente pelas emissoras de TV, perdurarão até 2016.

- Estamos comparando o início da TV digital com três grandes momentos da TV no país: 1950, com o início das transmissões de TV; 1972, com o início da TV em cores em Caxias do Sul, na Festa da Uva; e agora 2007, com a entrada da TV digital. Será a renovação deste que é o principal meio de informação, entretenimento e cultura da população brasileira, transmitida de forma aberta e gratuita - celebra Slaviero.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A ética empresarial fere a ética do jornalismo?



O jornalismo empresarial é uma área que ganhou força no mundo corporativo. Ele tem um amplo leque de atividades produzidas por jornalistas contratados por empresas ou organizações visando à divulgação de novidades e feitos interessantes. O jornalista contratado lida com a mídia na elaboração de veículos jornalísticos que se relacionam com os meios interno e externo.

Esse tipo de profissional, além de ser um bom jornalista, tem que ter noções de mercado e público. E ao se tornar um especialista em marketing, ele acaba ganhando uma importância estratégica na empresa. A grande questão é que o jornalista, ao se enquadrar na ética empresarial pode ferir a própria ética da profissão.

Há certas situações que a ética pode ser quebrada tanto pelos assessores de comunicação empresarial, quanto pela grande imprensa. Exemplo: quando os veículos publicam matérias “chapa branca” visando interesses comerciais. Neste caso pode ser do Governo ou, ainda, da iniciativa privada. Outro exemplo acontece quando os assessores, com o intuito de fazer “média” com a imprensa, divulgam matérias negativas da própria empresa ou do concorrente.

Existe uma corrente na comunicação social que aponta esse tipo de jornalismo como o substituto das Relações Públicas no mercado. Mas de acordo com a assessora da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, Elza Calazans, isso não ocorrerá, pois são duas coisas diferentes. “Dentro da comunicação empresarial, o RP tem papel garantido e não é jornalismo. São coisas que se completam, portanto um não pode substituir o outro”.

Milan Moraes e Rodolpho Terra

domingo, 7 de novembro de 2010

Perfil de um jornalista: dos botões para a televisão



Ninguém poderia imaginar que um garoto que narrava jogo de botão e se entrevistava se transformaria num jornalista conceituado. Pois é, 29 anos depois Fábio Azevedo, jornalista formado na Faixa (Hélio Alonso), tem entre suas principais atividades: professor acadêmico da UCAM e Hélio Alonso, repórter da TV Bandeirantes (Jogo aberto Rio) e editor do site do Fluminense Football Club.

Fábio, na entrevista, fala da educação Superior no Brasil em geral: "Os alunos e professores estão se preparando bem. As faculdades públicas vêm paulatinamente perdendo espaço para as particulares, pois precisam dos investimentos do deficitário Estado brasileiro".

Azevedo acha que o sistema de cotas é necessário, mas atesta que mais da metade dos alunos egressos de cotas não concluem o curso, pois têm uma base educacional deficitária. O professor afirma que só com investimentos fortes na educação brasileira, da alfabetização até o Ensino Médio, seria possível reverter esse quadro.

O repórter foi expulso do Vasco da Gama, o seu time de coração. A razão foi uma entrevista realizada pós-final Campeonato Carioca de 2004 com o presidente do Vasco, Eurico Miranda, que não estava gostando dos rumos da entrevista e o agrediu. Azevedo o processou por essa agressão e desde então não entra mais em São Januário.(Entrevista feita antes da eleição ganha por Roberto Dinamite)

O jornalista tem Pelé como maior ídolo no futebol. Ele acha que os maiores jogadores brasileiros de futebol em atividade são Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Quando analisa no âmbito nacional, pensa um pouco, mas se lembra de Rogério Ceni. Aponta como os maiores nomes no rádio brasileiro: José Carlos Araújo e Sidney Rezende. Na TV, para ele Luis Roberto é um grande narrador e Falcão, um ótimo comentarista. Mas a pessoa em que ele se espelha no jornalismo é Tino Marcos.

sábado, 30 de outubro de 2010

Karen: a história do pulo da Publicidade para o jornalismo da Band




Ela tem como maiores ídolos no Jornalismo Luiz Mendes e José Carlos Araújo e não gosta nem um pouco de Jonas Santana. Ela é Karen Calixto Braz, tem 28 anos, e sua ficha técnica é: formada em Jornalismo na universidade Universo, técnica em Publicidade e fez pós-graduação em Docência no Ensino Superior na UCAM. Pretende fazer mestrado de Sociologia da Comunicação. Trabalha na UCAM – Niterói como coordenadora do curso de Jornalismo e é produtora e diretora do programa Jogo Aberto Rio da TV Bandeirantes.

Sempre gostou de futebol mas não esperava trabalhar na área, aliás Karen queria mesmo, era fazer Publicidade, mas foi convencida da idéia, ao fazer um trabalho sobre futebol no terceiro período da universidade. Sua carreira decolou graças ao Mesa Redonda, programa que via regularmente. O programa Mesa Redonda, da CNT que na época tinha uma parceria com a Universo, que proporcionou que José Carlos Araújo fosse palestrar na localidade. Fez várias perguntas interessantes e foi convidada por José Carlos Araújo para o Comentarista por um dia, quadro fixo do programa. Lá ao terminar o programa, deixa seu currículo e alguns dias depois começa a estagiar lá.

A jornalista também já trabalhou na Rádio Manchete, onde além de fazer parte da equipe de esportes, trabalhava num programa chamado: A voz da Nação. O assunto principal naquele lugar eram as diversas participações no esporte do Clube de Regatas do Flamengo. Trabalhava e escrevia para Zico, um grande ídolo dela no esporte, embora torça pelo Vasco. Então omitiu seu time de coração para poder trabalhar, pois lá só se contratavam flamenguistas.

Sobre o programa Jogo Aberto Rio, a diretora afirma que em relação à diferença técnica, a CNT está muito atrás da TV Bandeirantes. Na CNT, tinha um pequeno grupo de pessoas que precisava desenvolver múltiplas funções para o programa funcionar. Já na Band, é o contrário o que acontece tornando o visual do programa mais atraente. Acumular uma função dupla de produtora e diretora não é tão difícil, pois lá há uma equipe qualificada e super profissional. A produtora possui o sonho de um dia trabalhar na TV Globo.

A professora na UCAM, já lecionou duas disciplinas aqui: Produção de eventos e Oficina de TV. Joule, que a trouxe para a universidade, a conhecia do programa Academia do Futebol, da TVN, canal 30 da NET. Ela acha que sofreu preconceito dos professores por causa de sua idade relativamente jovem para administrar um curso. Dificuldades de Trabalhar na UCAM são muitas principalmente na parte burocrática pois precisa atender a cada universitário separadamente e cada aluno tem a sua devida importância.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Qualidade de vida: questão atual


Qualidade de vida é uma questão central. A cidade do Rio de Janeiro é brindada diariamente como o paraíso na Terra para residir. O lazer intenso da cidade representado pelas praias, parques, shoppings, entre outros gera essa idéia. Isso é propagado também pelas imobiliárias que buscam vender condomínios na Barra da Tijuca e adjacências.

Muitos bairros não desfrutam dessas maravilhas da publicidade. Trânsito caótico, poluição, calor infernal, segurança, esses são apenas alguns dos diversos problemas que fazem parte do dia-a dia do carioca.

Medidas que melhorariam o trânsito carioca precisam ser restadas. Rodízios de veículos, o que já se faz em são Paulo; mudança nas vias de trânsito que o agilizem e criação de novas avenidas e estradas podem ajudar a aplacar o trânsito da cidade.

Contra a poluição, já estão sendo tomadas medidas, porém em ritmo e volume lentos. È necessário uma aceleração nos procedimentos e um aumento no número deles. A busca por novas soluções a menores custos também deve ser buscada.

O calor de regiões do Rio, como Bangu, por exemplo, é intenso e castiga a população. Quanto a isso nada pode ser feito. Contudo em hospitais, escolas e demais prédios públicos, é importante se refrigerar todas essas áreas.

A segurança da cidade passa por um momento caótico. Diariamente, policiais, bandidos e inocentes morrem no fogo cruzado entre os dois primeiros. Presídios novos, aumento do salário do efetivo policial e técnicas investigativas que minimizem mortos podem ser algumas podem ser algumas das medidas que podem ser tomadas.

Por fim, os cariocas dispõem de uma das mais belas cidades do mundo, mas infelizmente vivem com esses problemas. As diversas autoridades precisam tornar a cidade verdadeiramente maravilhosa.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Caos urbano


Várias conclusões podem ser tiradas sobre a que vitimou várias pessoas no Rio de Janeiro e em Niterói. A má distribuição de renda gera uma fixação de casas populares em Áreas perigosas como encostas. Isso é o resultado do descaso das autoridades em relação ao cidadão.

A ma distribuição de renda é notória e flagrante para qualquer pessoa, além de ser o pior cartão postal do país. As pessoas não têm dinheiro para morar em uma boa casa em um local seguro. É necessário se criar alternativas para se distribuir melhor a renda, como por exemplo, o Prouni.

Partindo da situação desigual vivida pela população, a conseqüência é mais flagrante ainda. E muito difícil encontrar um morro ou encosta íngreme que não esteja com ocupação popular: a favelização. Os trabalhadores tendem a se estabelecer nos locais mais próximos possíveis de seus locais de trabalho.

Além dessa herança maldita que é a má distribuição de renda, há ainda o total descaso das autoridades com o povo. Casos como o da comunidade do Bumba, em que as casas populares foram construídas sobre um aterro sanitário, ou seja, um lixão, já se estabeleciam como tragédias anunciadas.

Por fim, analisa-se que a tragédia dos deslizamentos é oriunda de vários fatores. E eles são evidentes e culpa de muitas administrações de políticas urbanas equivocadas que degringolaram na catástrofe. A esperança é que em ano de eleição, o eleitorado faça as escolhas necessárias para mudar o Brasil.

domingo, 27 de junho de 2010

Paintball na mira


Entrevista: Psicólogo Braz Werneck

Instituto Fluminense de Saúde Mental

1 – Qual a idade mínima aconselhável para prática do esporte?

Um esporte de contato físico que pode machucar, em minha opinião tem que ser entre 12 e 14 anos.

2 - E com a presença de um responsável?

Mesma coisa, pois mesmo com o responsável presente a criança pode se machucar do mesmo jeito. Eu sou a favor de regular faixas de idade desde de que pautadas em pesquisas de desenvolvimento infantil.

3 – Quais os distúrbios que podem ser alimentados coma prática do esporte?

Se ele tiver um transtorno de stress pós-traumático, pode em ocorrência de um assalto, por exemplo, apresentar paranóia, medo ou até uma crise de ansiedade. Não acredito que ele possa sair por aí matando alguma pessoa não.

4 – É possível aliviar o stress com o esporte?
Levando-se em conta que cada caso é um caso sim, pois a prática do esporte envolve competição e diversão. É divertido você buscar seus limites. O paintball simula um tiroteio, nesse caso o participante brinca com a linha adversário e inimigo, que se torna muito tênue.

5 – O paintball pode ser considerado simulação da violência?

Sim , é uma simulação de guerra.

6 – O que pode ser mais prejudicial na educação dos filhos: videogames ou paintball?

Eu acho que as duas coisas podem ser prejudiciais dependendo da criação que a criança tem. Se ela tem uma criação voltada para essas atividades no período de desenvolvimento da personalidade e tiver essas atividades como as únicas formas de diversão ou contato com o mundo, pode sim, ser prejudicial.

7 – Uma bela educação não pode sobrepujar algum tipo de influência negativa?

Se o ambiente familiar da criança é saudável não tem razão para a criança se bandear para um lado negro. Tudo com avaliação pode ser um tipo de diversão.

8 – O pai deve proibir ou liberar essas doses de violência?

Ele deve avaliar e proibir ou liberar de acordo com a avaliação dele. Tem que ter uma avaliação criteriosa ali. Não pode impedir uma criança de se divertir porque senão ela vai querer mais ainda. Se não tiver claro o porquê de estar proibindo, a criança vai ter um desejo maior de experimentar. O pai e a mãe têm que deixar estabelecidos os limites. A criança tem que estudar e se relacionar com outras pessoas também e não ficar presa num mundo virtual.