quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Capital Inicial

Capital Inicial é uma banda de rock nacional, nascida no começo dos anos 80 em Brasília, após o grupo Aborto Elétrico concluir as atividades, dando origem ainda à banda Legião Urbana.
Brasília, maio de 1983. Um grupo de jovens é preso por usar pulseiras de tachas e alfinetes, sob a justificativa destes acessórios serem armas potenciais. O contra-golpe veio no editorial do Fan Zine, em seu segundo número, escrito por um jovem que assinava apenas "Dinho". O Fan Zine apresentava outros temas, como a "Discografia básica da nova música", que incluía Sex Pistols, The Clash e Ramones, entre outros.
Na publicação, lia-se um pequeno cenário do punk rock de Brasília (com letras do Aborto Elétrico e Plebe Rude), quadrinhos, poesias e textos de diversos colaboradores. A atitude deste grupo que exibia seus pensamentos através da música, de fanzines e de seu estilo, pode ser caracterizada pela música "Geração Coca-Cola", de Renato Russo, como fez Jamari França em artigo publicado no Jornal do Brasil, em 12 de novembro de 1984: "Depois de 20 anos de escola / não é difícil aprender / todas as manhas deste jogo sujo / não é assim que tem que ser? / vamos fazer nosso dever de casa / aí então vocês vão ver / suas crianças derrubando reis / fazer comédia no cinema com suas leis. / Somos os filhos da revolução / somos burgueses sem religião / somos o futuro da nação / Geração Coca-Cola".
O conjunto foi primeiramente formado em 1982 pelos irmãos Flávio (baixo) e Fê Lemos (bateria) ex-componentes do Aborto Elétrico, ao lado de Renato Russo, Loro Jones (guitarra), proveniente da banda Blitz 64, com mais uma garota nos vocais, logo depois substituída por Dinho Ouro Preto, em 1983, após um estágio do mesmo como baixista da banda "dado e o reino animal" (assim mesmo, com letras minúsculas), onde também tocavam Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, entra para os vocais. A banda surgiu com um estilo que mistura rock, pop, new wave e pós punk.
Em julho estréiam em Brasília, tocando em seguida em São Paulo (SESC Pompéia) e no Rio de Janeiro (Circo Voador). Aliás, esta foi uma das características marcantes do início da carreira: as constantes viagens e apresentações nos principais palcos do underground do rock brasileiro.
Em 1984, o ritmo cada vez maior de viagens indica a necessidade de estarem mais próximos do seu principal mercado, as regiões Sudeste e Sul. No final do ano assinam seu primeiro contrato fonográfico, com a CBS (atual Sony), e se mudam para São Paulo no início de 1985.
A seguir, em seguida, lançam seu primeiro disco em vinil, o compacto duplo Descendo o Rio Nilo/Leve Desespero. No mesmo ano, integram o elenco da trilha sonora do primeiro "filme-rock" brasileiro: Areias Escaldantes, de Francisco de Paula, ao lado de Ultraje a Rigor, Titãs, Lobão e os Ronaldos, Ira! e Lulu Santos.
O primeiro LP, Capital Inicial, já pela Polygram, foi lançado em 1986 e recebeu ótimas críticas. O jornalista Mário Nery no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, em 29 de julho de 1986 faz a seguinte crítica: "Um rock limpo, vigoroso, dançante e sobretudo competente, a quilômetros de distância da mesmice que assaltou a música pop brasileira nos últimos tempos". O álbum trazia músicas como "Música Urbana", "Psicopata", "Fátima", "Veraneio Vascaína" (censurada pela Polícia Federal), "Leve Desespero" entre outras, e levou o Capital Inicial ao seu primeiro Disco de Ouro (“Música Urbana" e "Fátima", compostas em parceria com Renato Russo).
Em 1987, contando com o tecladista Bozzo Barretti em sua formação, o Capital Inicial lança seu segundo disco, Independência, emplacando "Prova", "Independência", a regravação de Descendo o Rio Nilo, e conquista o segundo Disco de Ouro. Neste ano, eles são convidados para abrir os shows da turnê do cantor inglês Sting em São Paulo (Estacionamento do Anhembi), Rio de Janeiro (Maracanã), Belo Horizonte (Estádio Independência), Brasília (Estádio Mané Garrincha) e Porto Alegre (Estádio Beira Rio).
Você Não Precisa Entender chega às lojas de todo o país em 1988, com mais hits: "A Portas Fechadas", "Pedra na Mão" e "Fogo".
1989 marca o lançamento de Todos os Lados, com destaque para as faixas "Todos os Lados", "Mickey Mouse em Moscou" e "Belos e Malditos". Em 1990 participam do festival Hollywood Rock, realizado em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Eletricidade, lançado em 1991, marca o início de mudanças no Capital Inicial, começando pela gravadora. O álbum, lançado pela BMG, trazia uma versão para "The Passenger", de Iggy Pop, batizada de "O Passageiro", e composições como "Kamikaze" e "Todas as Noites". Neste mesmo ano, participam da segunda edição do festival Rock in Rio.
Em 1992, Bozzo Barretti larga o grupo, e em 1993, divergências musicais e pessoais levam Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo. Ao longo da década, o Capital Inicial fez bastante sucesso, mas no início dos anos 90, entrou em crise pela baixa venda de discos além da desarmonia, já mencionada entre os integrantes.
Ao mesmo tempo, o Capital Inicial, agora com o santista Murilo Lima (ex-banda Rúcula) nos vocais, lança Rua 47 (94) e Ao Vivo (96), o primeiro pela Qualé Cumpadi Records, gravadora independente que a banda monta, e o segundo pela Rede Brasil Discos, atual Alpha Discos. Durante os próximos 5 anos a banda praticamente desaparece da mídia, levando muitos a acreditar que a banda tinha acabado. Mas a verdade é que a banda nunca parou de excursionar e fazer shows, e se manteve ativa numa época de baixa do rock brasileiro.
São Paulo, março de 1998. Amadurecidos, depois do lançamento, pela Polygram, do CD O Melhor do Capital Inicial, da firme execução de suas músicas pelas maiores emissoras de rádio, além da ajuda dos fãs - que sustentaram o Capital Inicial com seu apoio - seus quatro componentes originais decidem retornar aos palcos.
Dinho Ouro Preto, Loro Jones, Fê e Flávio Lemos retornam à estrada com um novo show, uma celebração aos 15 anos da banda e aos 20 anos do surgimento do rock candango. O repertório traz hits, faixas pouco conhecidas e composições de bandas que fizeram parte da cena de Brasília nos anos 80, como Plebe Rude, Legião Urbana e Finis Africae.
Em Julho do mesmo ano a banda firma contrato com a gravadora Abril Music, e em Setembro vai para Nashville no Tennesse, EUA, onde gravam Atrás dos Olhos. Este trabalho é produzido por David Zá, que entre tantos trabalhou com estrelas como Prince e Billy Idol. As canções mais executadas desse disco foram "O Mundo" de Pit Passarel, ex-guitarrista da banda Viper e amigo da banda, "1999" e "Eu Vou Estar". Todos esses sucessos tiveram videoclipes com grande repercussão junto ao público da MTV, sendo que "O Mundo" competiu por cinco prêmios no MTV Awards Brasil de 99.
Este mesmo ano de 98 observa-se ainda o lançamento de mais duas coletâneas pela Universal (ex - Polygram): um CD da série Millenium, com 20 canções retiradas dos quatro primeiros LP’s, e um CD de músicas da banda remixadas por produtores e DJs ilustres do Brasil. Infelizmente esta mesma gravadora reluta ainda em relançar os discos originais, apesar do certo dano que tal atitude traz à banda, além de desagradar dos fãs.
O ano de 1999 é exclusivo à turnê brasileira, e ao longo dos shows a banda, além de antigos fãs, encontra uma nova platéia: os jovens que não tinham conhecimento de suas primeiras obras. Então nasce a idéia de um disco ao vivo que junte novas e velhas músicas. Ligeiramente ela se transforma na concepção de um Acústico, em sociedade com a MTV.
O último ano do século 20 começa com a banda se organizando para gravar o Capital Inicial - Acústico MTV, que acaba ocorrendo em Março. O disco é lançado dia 26 de Maio, e a primeira tiragem logo se esvai nas principais lojas do país. O primeiro sucesso escolhido para tocar nas rádios, "Tudo Que Vai", de Alvin L. e Dado Villa-Lobos, é amplamente absorvido por todo o Brasil, e a banda vê reconhecido o seu esforço em fazer um disco acústico de rock simples, despojado, mas com o mesmo estilo dos seus melhores discos.
Em 2002, em seguida a turnê "desplugada" o Capital retorna com energia total às guitarras com um CD totalmente rock n' roll. Com Yves Passarell adquirindo o posto de guitarrista, é lançado Rosas e Vinho Tinto. Os sucessos: "À sua maneira" e "Mais" estouram nas rádios e o disco logo consegue a marca de 200.000 cópias comercializadas.
Em 2004 a banda lança o CD Gigante!. Em 2005, a banda alcança uma antiga aspiração: regravar antigas e inéditas músicas do Aborto Elétrico, grupo punk de Brasília, composto por Renato Russo e os irmãos Fê e Flávio Lemos, que originaram a Legião Urbana e o Capital Inicial, no CD: MTV Especial: Aborto Elétrico.
Recentemente, o Capital continua lançando discos. Em 2007, veio Eu Nunca Disse Adeus. Neste álbum destaque para as faixas, "A Vida É Minha", "Eu e Minha Estupidez", "Aqui", e o primeiro single "Eu Nunca Disse Adeus". Dinho Ouro Preto teve um acidente em 2009 (queda do palco que ocasionou traumatismo cranianano e fratura na costela). Quando voltou foi preparado o novo álbum e Das Kapital foi lançado em 2010. Os singles dessa fase são: "Depois da Meia-Noite", "Vivendo e Aprendendo" e "Como se Sente".
O mais recente álbum da banda se chama Saturno e foi lançado em 2012. As principais músicas são "O Lado Escuro da Lua" e "Saquear Brasília" e "O Bem, o Mal e o Indiferente".

Discografia (em ordem decrescente)

Capital Inicial (Polygram, 1986)

Independência (PolyGram, 1987)

Você Não Precisa Entender (PolyGram, 1988)

Todos os Lados (PolyGram,1989)

Eletricidade (BMG, 1991)

Rua 47 (Qualé Cumpadi Records, 1994)

Atrás dos Olhos (Abril Music, 1998)

Rosas e Vinho Tinto (Sony BMG, 2002)

Gigante (Sony BMG, 2004)

MTV Especial: Aborto Elétrico (Sony BMG, 2005)

Eu Nunca Disse Adeus (Sony BMG, 2007)

Das Kapital (Sony Music, 2010)

Saturno (Sony Music, 2012)

domingo, 1 de novembro de 2015

Os Mutantes

Os Mutantes são uma banda brasileira formada em 1966 por Rita Lee (vocais, flauta, harpa e composição), Sérgio Dias (guitarra, violão, vocais, e composição) e Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais, e composição).
Embora durante seus anos de atividade fossem pouco conhecidos internacionalmente, Os Mutantes foram um dos grupos mais dinâmicos, talentosos e revolucionários da era psicodélica. Três experimentalistas musicais, a banda inovou no uso de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos.
A história dos Mutantes começa em 1964, quando Arnaldo Baptista é chamado para entrar no grupo The Wooden Faces por seu irmão Cláudio César Dias Baptista, então guitarrista da banda. Um ano depois, discordâncias em relação ao estilo musical que os Wooden Faces deveriam usar decretam o fim do grupo. Arnaldo e outro integrante, Raphael Villardi, conhecem Rita Lee e resolvem formar com Sérgio, irmão mais novo de Baptista, uma banda chamada Six Sided Rockers. Cláudio César fica "nos bastidores" construindo todo o equipamento, mesas de som e instrumentos da banda, até as lendárias Guitarras de Ouro de Sérgio e Raphael.
Em 66, gravam um compacto pela gravadora Continental com as músicas "Suicida” e “Apocalipse", como O'Seis. A banda não autoriza, contudo a gravadora decide lançar a gravação, que vende pouco mais de 200 cópias.
Durante uma briga no O'Seis, no final de 1965, com a saída de alguns integrantes e entrada de outros, o grupo mudou o nome para O Konjunto. Quando a formação da banda se reduziu a apenas um trio: Os Bruxos que logo a seguir foram rebatizados de Os Mutantes, por sugestão de Ronnie Von. Após conhecerem o cantor Ronnie Von, o grupo é convidado para acompanhá-lo em seu novo programa na TV Record. No dia 15 de outubro a banda tem sua estréia televisiva no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von. Em 1967, acompanham Gilberto Gil no Terceiro Festival da Record, ficando em segundo lugar com a canção Domingo no Parque. O evento marca a aproximação da banda com o movimento tropicalista.
Já em 1968 lançam seu primeiro LP pela Polydor, Os Mutantes um compacto com “O relógio” (de sua autoria), bastante inovador e experimental, claramente influenciado pelo trabalho dos Beatles. Com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão, entre outros, gravaram em 1968 o LP Tropicália ou Panis et circensis, pela Philips.
Enquanto isso sozinhos, pela mesma gravadora lançam o segundo álbum em 69, Mutantes com “O relógio”, “Batmacumba” (Gilberto Gil e Caetano Veloso) e “Trem fantasma “(com Caetano Veloso) “Dom Quixote e Algo mais”. O conjunto aumentou com a entrada do baterista Dinho e do baixista Liminha.
A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado, lançado em 1970, foi um marco na carreira do grupo, que tenta se distanciar do tropicalismo e abraçar de vez o rock com os hits “Ando meio desligado” (Arnaldo e Sérgio) e “Desculpe, baby”. (Arnaldo e Rita Lee). Em 1970 concorreram ao V FIC com as duas músicas já citadas.
Em 71, o baixista Liminha e o baterista Dinho Leme são efetivados no grupo, que lança o disco Jardim Elétrico, com “Technicolor”, “It’s very nice pra chuchu” e o hard rock “Jardim elétrico”.
Em março de 1972 chega às lojas o disco Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets apresentando “Mande um abraço pra velha” , lançado em um dos períodos mais críticos da história brasileira. O álbum foi até mesmo censurado pelos militares. A faixa “Cabeludo Patriota” teve de mudar de nome, pois foi considerada subversiva e em sua gravação original, após ter sido censurada, foi mudada. Foram introduzidos efeitos vocais sobrepostos para esconder a frase "...o meu cabelo é verde e amarelo...". O LP inclusive mostra a transição da banda em direção ao rock progressivo, com influências evidentes dos grupos Emerson, Lake & Palmer e Yes.
Essa guinada seria um dos fatores que acabaria afastando Rita Lee do restante do grupo, e no final do ano a banda participa de seu último festival, o Sétimo Festival Internacional da Canção, onde são desclassificados em uma das primeiras fases. Em seguida, a vocalista anuncia sua saída dos Mutantes.
Em 1973, a banda então estréia um espetáculo, 2000 Watts de Som, e inicia a gravação de seu primeiro álbum sem Rita Lee, O A e o Z. Totalmente progressivo e cheio de temas e viagens instrumentais, o resultado final é considerado decepcionante pela gravadora Phonogram, que já desapontada com a saída de Rita, decide dispensar o grupo. Esse álbum foi lançado em 92.
Arnaldo lançou em 1974, pela Philips, um LP individual, Loki?, com “Será que eu vou virar bolor?” e “Cê tá pensando que eu sou loki?” (ambas de sua autoria).Os Mutantes continuam suas atividades, porém Arnaldo, já bastante debilitado mentalmente pelo uso contínuo de drogas (em especial o LSD) deixa a banda, seguido pelo baterista Dinho. Em 1975, foi lançado o bom e progressivo álbum Tudo foi feito pelo Sol. A poética utilizada nessa fase progressiva da banda era um “messianismo lisérgico”.

Liderada por Sérgio Dias, a banda consegue um contrato com a gravadora Som Livre e muda-se para Petrópolis, mas Sérgio passa por um período turbulento, tendo de lidar com várias brigas internas e trocas de integrantes. Depois de mais dois álbuns: os discos Cavaleiros negros (um compacto), de 1976 e Mutantes ao vivo, de 1977, todos pela Som Livre, ele decide terminar com o grupo em 1978.

O último show, no dia 6 de junho em Ribeirão Preto (e que ainda tinha, pilotando a mesa de som, Cláudio César Dias Baptista), não poderia ser mais bucólico: apenas cerca de 200 pessoas comparecem. Após lançar um disco solo, Sérgio então muda-se para os Estados Unidos, onde passa a trabalhar como músico de estúdio, dedicando-se principalmente ao Jazz.

Em 1982, Arnaldo Batista lançou seu segundo disco solo, Singin’ alone, pela gravadora independente Baratos e Afins. Pianista exímio, de formação erudita, Arnaldo é considerado o elo entre o pop tropicalista dos anos de 1960 e 1970 e o rock brasileiro renascido a partir da década de 1980.

Em 1996 foi lançado o disco-tributo aos Mutantes, Triângulo sem bermudas, pela gravadora Natasha, com vários artistas, incluindo Kid Abelha, Pato Fu, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Planet Hemp, interpretando clássicos do grupo.

No ano 2000 a gravadora Universal, dona do catálogo da extinta Polydor, finalmente resolve lançar Technicolor, que apresenta as canções gravadas pela banda durante sua passagem pela França em 1970. A ilustração e a caligrafia do álbum é da autoria de Sean Lennon.

Em abril de 2006, Os Mutantes anunciam o começo de um novo ciclo e o tão esperado retorno aos palcos com Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho Leme, baterista da formação original do grupo, com uma turnê pela Inglaterra e Estados Unidos. Para as partes vocais originalmente feitas por Rita Lee, foi chamada a cantora Zélia Duncan, convidada especial da banda. A primeira apesentação dos novos Mutantes em Londres foi gravada para futuro lançamento em CD e DVD, pela gravadora Sony BMG.

Uma curiosidade interessante sobre o grupo é que a guitarra de ouro de Sérgio, criada por seu irmão Claudio Cesar possuía uma maldição: "Conjuração do Sábado" gravada em uma placa banhada a ouro na parte traseira da guitarra: "Que todo aquele que desrespeitar a integridade deste instrumento, procurar ou conseguir possuí-lo ilicitamente, ou que dele fizer comentários difamatórios, construir ou tentar construir uma cópia sua, não sendo seu legítimo criador, enfim, que não se mantiver na condição de mero observador submisso em relação ao mesmo, seja perseguido pelas forças do Mal até que a elas pertença total e eternamente. E que o instrumento retorne intacto ao seu legítimo possuidor, indicado por aquele que o construiu”.

Discografia:

Os Mutantes (Polydor,1968)

Mutantes (Polydor,1969)

A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (Polydor,1970)

Technicolor (Polydor,1970 - Univ.Music,1999)

Jardim Elétrico (Polydor,1971)

Mutantes e seus Cometas no País do Baurets (Polydor,1972)

Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (Polydor,1972)

O A e o Z (Philips,1992 - original de 1973)

Tudo foi feito pelo Sol (Som Livre,1974)

Ao Vivo (Som Livre,1976)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A trajetória do rock no Brasil

O importante para a análise é relembrar a história do rock feito por brasileiros. As primeiras pessoas a tocar rock no Brasil foram: Nora Ney (pseudônimo Nora May), seguido de Gilberto Alves e Cauby Pexoto, que fez “Rock and Roll em Copacabana”. Depois vieram Betinho e os primeiros ídolos de rock Tony e Celly Campelo, além de Carlos Gonzaga e Wilson Miranda.Todos faziam um rock ingênuo e simples.
O rock brasileiro foi densamente influenciado pelo pop-rock inglês de Cliff Richard (do Shadows) e foi imitado por Roberto Carlos e Renato e seus Blue Caps. O “High School Rock” bem-comportado, ou seja, sem a negritude do rythm and blues, também influenciou com Pat Boone e Neil Sedaka que serviram de exemplo para Tony e Celly Campello, Ronnie Von, Ronnie Cord, Cleide Alves, e Carlos Gonzaga.

O rockabilly (rock + country) de Chuck Berry, Gene Vincent and His Blue Caps, Eddie Cochran, Ricky Nelson entusiasmou Luizinho e Seus Dinamites, Eduardo Araújo, Alberto Pavão e Baby Santiago. Do “rock chicano” de Richie Valens, Carlos Santana, Johnny Rivers e Los Lobos veio Gally Jr (Prini Lorez). Sem falar versões e/ou adaptações de clássicos do pop, rock ou não, bastando lembrar hits de Elvis. No Brasil o campeão das versões foi Haroldo Barbosa. Em 1954 o trono foi dividido por Fred Jorge e Rossini Pinto.

Em 1965 inaugura-se o movimento musical e cultural denominado Jovem Guarda pelo publicitário Carlito Maia. A Jovem Guarda (de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia, etc) englobava diversas mídias: tv, rádio, revistas, discos entre outros e gerava mudanças nas gírias e no vestuário seguindo o exemplo de culto aos Beatles e a Elvis. O estilo iê-iê-iê (yeah-yeah-yeah dos Beatles) da época era uma fusão principalmente de pop-rock europeu, bossa nova e twist. O estilo era visto como “alienante” e “ingênuo”, pois só falava de amor e dança, porém o Brasil passava na época por uma ditadura militar e eles preferiram não ousar mais, não correr perigo.

Mais tarde o maior ídolo do estilo, Roberto Carlos, o abandona. Ele inaugura o estilo romântico, com toques de Jovem Guarda, porém com estilo mais simples e letras emocionadas, que é considerado “brega” por muitos. Raul Seixas, que possuía letras mais satíricas e inteligentes, também aproveitou algo do estilo em suas músicas.
Em 1967 surge um estilo menos alienante de música brasileira: o tropicalismo, que critica a ditadura militar e as chagas que ocorrem no Brasil como, por exemplo, a fome. Alguns integrantes da tendência tropicalista são Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, os Mutantes, Gal Costa, Nara Leão, Eduardo Duprat, Tom Zé, entre outros, que lançaram um LP chamado Tropicália ou Panis et circenses. Eles misturavam estilos antigos e novos, sofisticados e cafonas, brasileiros e estrangeiros. O efeito colateral foi deixar a MPB mais pop e ressucitar o bolero e o samba-canção.

Outros como, por exemplo: Jorge Ben (jor) e Osvaldo Nunes conseguiram unir o rock ao samba conseguindo ótimos resultados. Os ritmos do norte e nordeste não foram esquecidos e se fundiram com o rock nas mãos de Raul Seixas, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Novos Baianos e Fagner.
Os Mutantes revolucionaram com seu deboche e som inovador. Seu álbum de estréia “Os Mutantes” foi o precursor do pop rock brasileiro, e que possuía também, elementos da MPB. Eles teriam carreira grandiosa, com álbuns elogiados a partir de 68. A banda se transformaria, passando a fazer um rock progressivo, com a saída de Rita Lee, em 1973.

Depois de retirar-se dos Mutantes no término de 72, Rita Lee começou uma muito bem-sucedida carreira solo, com o grupo Tutti-Frutti, lançando álbuns importantes como Fruto proibido e Atrás do porto tem uma cidade. Arnaldo Baptista, outro mutante, também gravou o aclamado Loki? (74). Os Mutantes continuaram com rock progressivo, passando por várias formações e dissolvendo-se em 78(recentemente voltaram com Zélia Duncan no vocal).
Em 73, apareceram Secos & Molhados, liderados por João Ricardo, com Ney Matogrosso no vocal, que faziam a chamada “poesia musicada” com músicas muito bem elaboradas, apesar de alguns flertes menos poéticos e mais divertidos. Dois álbuns e um ano depois, em 1974, a formação antiga (João, Ney e Gerson Conrad) acabou.

Em 1973 também surgiu outro astro: Raul Seixas, que vendera 60.000 compactos de "Ouro de Tolo". Em pouco tempo se tornaria líder dos hippies com músicas irônicas como "Maluco Beleza", místicas como "Eu Nasci Há 10.000 Anos Atrás" (composta em dupla com o amigo e até então futuro escritor Paulo Coelho), e as motivacionais "Metamorfose Ambulante”.
Mesmo com o pouco espaço na mídia, várias bandas e estilos se destacavam no underground de 70, como o progressivo regional de O Terço, o hard rock do Made In Brazil e o hard progressivo do Casa das Máquinas.

O rock progressivo, de melodias e arranjos elaborados, de Yes e Emerson, Lake & Palmer dentre outros, teve discípulos no Brasil, contudo muitas vezes com influência de música erudita ou outros gêneros populares distintos do rock, como Os Mutantes (sem Rita Lee e Arnaldo), O Som Nosso De Cada Dia, Terreno Baldio, A Barca Do Sol, Moto Perpétuo e Vímana.

Nos anos 80, no entanto, ocorreu a verdadeira explosão do rock brasileiro, que veio mais em forma de pop-rock, graças em parte à criação de casas de shows como Noites Cariocas , Circo Voador (Rio) e Aeroanta (São Paulo) onde os roqueiros novos a e antigos se apresentavam.

Os primeiros artistas a fazerem sucesso foram o irônico grupo Blitz (“Você não soube me amar"), Eduardo Dusek ("Rock da Cachorra"), junto com João Penca e seus Miquinhos Amestrados, no Verão do Rock, em 1982. Depois vieram os cariocas do Paralamas do Sucesso (que se conheceram em Brasília) e apareceram em 82, com um ska semelhante ao The Police. Isso misturado a reggae, new wave e pop-rock.
Titãs, paulistas que faziam rock’n roll (mais tarde suavizados) uniam inicialmente as estéticas new wave, punk rock e reggae com MPB. De 1982 a 1984, a banda era formada por nove componentes. Além dos músicos que continuam no grupo, fizeram parte do conjunto: Ciro Pessoa (vocais), Arnaldo Antunes (vocais), Marcelo Fromer (guitarra) e Nando Reis (baixo/vocais), logo se tornando um octeto, numa formação que duraria até 1992, com a saída de Arnaldo, que prosseguiu em carreira solo. Nando Reis fez o mesmo anos mais tarde.
Os cariocas do Barão Vermelho, surgiram em 82, liderados pelo carismático vocalista Cazuza. Com a saída dele para uma bem-sucedida carreira-solo, o guitarrista Frejat se tornou o vocalista da banda.
Os brasilienses do Legião Urbana, liderados pelo cantor Renato Russo, surgiram em 82. Começou mais punk, mas aos poucos ficou mais intimista. O grupo se desmanchou com a morte de seu líder em 1996. Os outros legionários que compunham a banda eram: Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (Guitarra). Renato Rocha foi baixista da banda até 1988.
Outras bandas surgiam no Rio como, por exemplo, os new-wave Kid Abelha e Léo Jaime. O fim da banda Vímana revelou Lulu Santos, Lobão e Ritchie.

Depois de integrar o Vímana e o Blitz, Lobão iniciou uma importante carreira solo, fazendo um som bem rock´n´roll. Algumas músicas de destaque do Lobão são: “Vida louca vida”, “Vida bandida” e “Canos silenciosos”. Atualmente, ele está fora dos esquemas das rádios e gravadoras, fazendo um esquema próprio para a divulgação de seus discos. Ele foi um dos primeiros de sua geração, ao lado de Cazuza, a incorporar elementos de bossa nova e samba ao rock brasileiro.
Em São Paulo, apareceram como revelação no Festival Punk de 81: Inocentes, Cólera e Ratos de Porão; os debochados Ultraje a Rigor e Kid Vinil (então vocalista da banda Magazine); e RPM, que vendeu 2,2 milhões de cópias de Rádio Pirata ao Vivo.

Em Brasília, o Aborto Elétrico (em que Renato Russo tocara) virou o Capital Inicial, e o Plebe Rude teve os sucessos “Proteção” e "Até Quando Esperar".

No Rio Grande do Sul, Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós também chegaram ao sucesso nacional.
Além deles, houve os baianos Camisa de Vênus. Os metaleiros mineiros do Sepultura e a banda Angra foram algumas das poucas bandas brasileiras a fazer sucesso fora do Brasil.

A primeira grande banda dos anos 90, foi o Skank, de Minas Gerais, que misturava rock e reggae. Ao longo da década, outros grupos mineiros surgiriam, como Pato Fu e Jota Quest.

Surgiu em Recife também o movimento Mangue beat (94) que unia percussão nordestina a guitarras pesadas, liderados por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.
Em meados de 90, surgiram bandas bem-sucedidas pelo humor: os brasilienses Raimundos (94), com um forró hardcore e os paulistas Mamonas Assassinas (95), parodiando desde o heavy metal até o sertanejo, venderam 2,6 milhões de cópias, mas morreram em um acidente de avião, em 96. Na década de 90 também surgiu o Planet Hemp, mistura de rock e rap.
Outros artistas em evidência são O Rappa, também reggae/rock; Charlie Brown Jr., um "skate rock" com vocais rap; Cássia Eller, com um repertório de Cazuza e Renato Russo; e Los Hermanos.A partir de 2000 surgiram os grupos: Tihuana, Luxúria, Matanza, Tihuana, CPM22 e Detonautas Roque Clube (ambos com hardcore melódico) e Pitty, roqueira baiana.

O rock brasileiro ainda tem uma grande margem de evolução e ritmos que não foram adaptados. Mas hoje em dia podemos falar que temos rock no Brasil, um dos estilos mais populares entre os brasileiros.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A esperança vencerá o medo?




A medicina, há muito tempo, concentra esforços na tentativa de achar a cura da aids. O problema começou com a grande epidemia da década de 80, nessa época o período de tempo entre o diagnóstico da doença e a fase terminal de um portador do vírus HIV era de cinco meses. Permitiu-se prolongar esse tempo, graças à criação do coquetel de medicamentos há 10 anos, para um período indeterminado.

Agora a esperança de portadores da doença aumentou ainda mais com a criação de 2 medicamentos: Raltegravir e Maravirox. Eles podem contribuir no coquetel mais comum no Brasil composto de 17 drogas.

O Raltegravir bloqueia a enzima integrase. Essa enzima ajuda na replicação do vírus. Os estudos dizem que a droga permitiu que 75% de 500 pacientes tivessem a carga viral restabelecida. Logo os portadores brasileiros de aids contarão com o remédio nas farmácias.

O Maravirox é o responsável pela proteção das células de defesa do corpo humano, ou seja, permite que as células fiquem “camufladas” da ação do HIV. Estudos mostram que entre os 600 voluntários havia alguns com o dobro de células intactas do que o normal. O remédio, no Brasil, será vendido com o nome fantasia: Celsentri.

Os medicamentos darão esperança principalmente a 30.000 brasileiros que já não respondem tão bem ao tratamento do coquetel. Eles esperam que a espantosa capacidade adaptativa do vírus não “drible” a ação dos novos medicamentos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Revolução digital




O Estado do Rio de Janeiro está prestes a sofrer uma grande transformação tecnológica, tudo isso graças a Revolução Digital. Ela proporcionará uma incrível melhora na qualidade de imagem. A melhora virá pela ação de um conversor que aumentará o preço da TV, quando embutido nela, em 8 a 13 mil reais. O aparelho isolado custará entre 500 e 600 reais. Há expectativa que o governo entre em ação para bartear o custo do aparelho para um valor entre 100 e 200 reais.

A estréia será no dia 20 de abril, pelas mãos da TV Globo que lançará a TV digital nos 17 municípios que fazem parte da Região Metropolitana do Estado: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Mesquita, Tanguá, Nova Iguaçu, Magé, Seropédica, São João de Meriti, Nilópolis, Queimados, Paracambi, Itaboraí e Japeri.

As outras principais regiões do país já têm data marcada para receber a nova tecnologia: Brasília e Belo Horizonte em meados de julho; Fortaleza, Salvador e Curitiba em outubro e Porto alegre e João Pessoa apenas em 2009. Lembrando que em São Paulo a transmissão HD foi lançada em 2007, que tem tudo para ser um ano importante para a TV brasileira como foram 1948 (primeira transmissão de TV), 1950 (primeira transmissão comercial do Brasil, a da TV Tupi) e 1972 (primeira transmissão colorida).

O presidente da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV), Daniel Slaviero garante as datas de estréia acima, mas explica que variará de emissora para emissora. Os sinais analógicos, usados atualmente pelas emissoras de TV, perdurarão até 2016.

- Estamos comparando o início da TV digital com três grandes momentos da TV no país: 1950, com o início das transmissões de TV; 1972, com o início da TV em cores em Caxias do Sul, na Festa da Uva; e agora 2007, com a entrada da TV digital. Será a renovação deste que é o principal meio de informação, entretenimento e cultura da população brasileira, transmitida de forma aberta e gratuita - celebra Slaviero.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A ética empresarial fere a ética do jornalismo?



O jornalismo empresarial é uma área que ganhou força no mundo corporativo. Ele tem um amplo leque de atividades produzidas por jornalistas contratados por empresas ou organizações visando à divulgação de novidades e feitos interessantes. O jornalista contratado lida com a mídia na elaboração de veículos jornalísticos que se relacionam com os meios interno e externo.

Esse tipo de profissional, além de ser um bom jornalista, tem que ter noções de mercado e público. E ao se tornar um especialista em marketing, ele acaba ganhando uma importância estratégica na empresa. A grande questão é que o jornalista, ao se enquadrar na ética empresarial pode ferir a própria ética da profissão.

Há certas situações que a ética pode ser quebrada tanto pelos assessores de comunicação empresarial, quanto pela grande imprensa. Exemplo: quando os veículos publicam matérias “chapa branca” visando interesses comerciais. Neste caso pode ser do Governo ou, ainda, da iniciativa privada. Outro exemplo acontece quando os assessores, com o intuito de fazer “média” com a imprensa, divulgam matérias negativas da própria empresa ou do concorrente.

Existe uma corrente na comunicação social que aponta esse tipo de jornalismo como o substituto das Relações Públicas no mercado. Mas de acordo com a assessora da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, Elza Calazans, isso não ocorrerá, pois são duas coisas diferentes. “Dentro da comunicação empresarial, o RP tem papel garantido e não é jornalismo. São coisas que se completam, portanto um não pode substituir o outro”.

Milan Moraes e Rodolpho Terra

domingo, 7 de novembro de 2010

Perfil de um jornalista: dos botões para a televisão



Ninguém poderia imaginar que um garoto que narrava jogo de botão e se entrevistava se transformaria num jornalista conceituado. Pois é, 29 anos depois Fábio Azevedo, jornalista formado na Faixa (Hélio Alonso), tem entre suas principais atividades: professor acadêmico da UCAM e Hélio Alonso, repórter da TV Bandeirantes (Jogo aberto Rio) e editor do site do Fluminense Football Club.

Fábio, na entrevista, fala da educação Superior no Brasil em geral: "Os alunos e professores estão se preparando bem. As faculdades públicas vêm paulatinamente perdendo espaço para as particulares, pois precisam dos investimentos do deficitário Estado brasileiro".

Azevedo acha que o sistema de cotas é necessário, mas atesta que mais da metade dos alunos egressos de cotas não concluem o curso, pois têm uma base educacional deficitária. O professor afirma que só com investimentos fortes na educação brasileira, da alfabetização até o Ensino Médio, seria possível reverter esse quadro.

O repórter foi expulso do Vasco da Gama, o seu time de coração. A razão foi uma entrevista realizada pós-final Campeonato Carioca de 2004 com o presidente do Vasco, Eurico Miranda, que não estava gostando dos rumos da entrevista e o agrediu. Azevedo o processou por essa agressão e desde então não entra mais em São Januário.(Entrevista feita antes da eleição ganha por Roberto Dinamite)

O jornalista tem Pelé como maior ídolo no futebol. Ele acha que os maiores jogadores brasileiros de futebol em atividade são Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Quando analisa no âmbito nacional, pensa um pouco, mas se lembra de Rogério Ceni. Aponta como os maiores nomes no rádio brasileiro: José Carlos Araújo e Sidney Rezende. Na TV, para ele Luis Roberto é um grande narrador e Falcão, um ótimo comentarista. Mas a pessoa em que ele se espelha no jornalismo é Tino Marcos.