domingo, 27 de junho de 2010

Paintball na mira


Entrevista: Psicólogo Braz Werneck

Instituto Fluminense de Saúde Mental

1 – Qual a idade mínima aconselhável para prática do esporte?

Um esporte de contato físico que pode machucar, em minha opinião tem que ser entre 12 e 14 anos.

2 - E com a presença de um responsável?

Mesma coisa, pois mesmo com o responsável presente a criança pode se machucar do mesmo jeito. Eu sou a favor de regular faixas de idade desde de que pautadas em pesquisas de desenvolvimento infantil.

3 – Quais os distúrbios que podem ser alimentados coma prática do esporte?

Se ele tiver um transtorno de stress pós-traumático, pode em ocorrência de um assalto, por exemplo, apresentar paranóia, medo ou até uma crise de ansiedade. Não acredito que ele possa sair por aí matando alguma pessoa não.

4 – É possível aliviar o stress com o esporte?
Levando-se em conta que cada caso é um caso sim, pois a prática do esporte envolve competição e diversão. É divertido você buscar seus limites. O paintball simula um tiroteio, nesse caso o participante brinca com a linha adversário e inimigo, que se torna muito tênue.

5 – O paintball pode ser considerado simulação da violência?

Sim , é uma simulação de guerra.

6 – O que pode ser mais prejudicial na educação dos filhos: videogames ou paintball?

Eu acho que as duas coisas podem ser prejudiciais dependendo da criação que a criança tem. Se ela tem uma criação voltada para essas atividades no período de desenvolvimento da personalidade e tiver essas atividades como as únicas formas de diversão ou contato com o mundo, pode sim, ser prejudicial.

7 – Uma bela educação não pode sobrepujar algum tipo de influência negativa?

Se o ambiente familiar da criança é saudável não tem razão para a criança se bandear para um lado negro. Tudo com avaliação pode ser um tipo de diversão.

8 – O pai deve proibir ou liberar essas doses de violência?

Ele deve avaliar e proibir ou liberar de acordo com a avaliação dele. Tem que ter uma avaliação criteriosa ali. Não pode impedir uma criança de se divertir porque senão ela vai querer mais ainda. Se não tiver claro o porquê de estar proibindo, a criança vai ter um desejo maior de experimentar. O pai e a mãe têm que deixar estabelecidos os limites. A criança tem que estudar e se relacionar com outras pessoas também e não ficar presa num mundo virtual.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Homenagem humor brasileiro

Bordões de Jô Soares nos anos 80
“Bota ponta,Telê!” Zé da galera
“Cala a boca, Batista” Irmão Carmello
“Quain???” Araponga, o recepcionista que não entendia o nome das pessoas
“Ih, falha nossa!” O Contra-regra Piloto
“Bocão!” Dentista tarado
“Me tira o tubo, me tira o tubo!” O amigo do general João Batista Figueiredo que acordou de um coma na Nova República
“Que rei que eu sou, que que eu sou, que que eu sou???” Reizinho
“Sois rei! Sois rei! Sois rei” Os súditos de reizinho
“Vamos malhar?” Professora de ginástica
“Mui amigo, mui amigo...” Gardelon
“E pensar que eu saí de dentro dela!” Bô Francineide, atriz de pornochanchada que estava sempre com sua pornô-mãe, vivida por Henriqueta Brieba
“Tem pai que é cego...” Padilha
“Tirante o Aureliano, que fala, vice não fala” O vice-presidente de uma empresa
“Ah, eu quero aplaudir” O operário Zé, comentando as reportagens lidas pelo amigo Juca (Flávio Migliaccio)

Personagens de Chico Anysio
•Alberto Roberto, o canastrão ("Não garavo. Eu sou um símbolo sesquissual") e apresentador de talk show.
•Azambuja, o malandro carioca “Estou contigo e não abro”
•Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, sempre as voltas com alguma vingança "malígrina". “Não creu neu se finou-se. E pra quem ri di eu, minha vingança será malígrina!”
•Bozó, o funcionário da Rede Globo ("Eu trabalho na Globo, tá legal?!")
•Cascata & Cascatinha, dupla de palhaços interpretada por Chico e Castrinho. Este humorista fez tanto sucesso com o personagem Cascatinha e o seu bordão "- Meu pai-pai", que apresentou o programa Balão Mágico e quadros próprios em outros programas humorísticos, nesse papel. “Meu garoooooto!” e “Meu paipai...”
•Coronel Limoeiro, homem poderoso que está sempre "de olho" na mulher, a bela Maria Teresa
•Divino, Divino sabe...
•Gastão Franco, um pão-duro
•Haroldo, o homossexual de passado "alegre" que hoje tenta "se converter" “Eu mordo você todinha!”
•Jovem, revoltado com a vida “Eu sou joooooovem”
•Justo Veríssimo, o político corrupto “Eu quero que pobre se exploda!”
•Linguinha, personagem principal de um quadro curto, exibido diariamente pela TV Globo. Da sua família surgiriam Lingueta, Lingote (que reapareceu em Chico City) etc.
•Lingote, o hippie velhote que vivia drogado (seu bordão era "Bateu pra tu?").
•Mariano, que tem uma relação ótima com o filho Reginaldo, homossexual como ele ("Pode?”)
•Marmo Carrara, o policial com o bordão "São esses meus olhos cor de mel. Mas por que eu? Logo eu com esta cara de macho"
•Meinha, que usa uma meia-calça na cabeça e despreza as possibilidades de ascensão
•Nazareno, o machista que oprime a mulher “Caaaaaalada!”
•Painho, um pai-de-santo diferente “Afff... Tô morta!”
•Dr. Rossetti, advogado que esconde a homossexualidade
•Pantaleão, o contador de histórias mentirosas “é mentira , Terta?”
•Primo Rico, sempre às voltas com seu Primo Pobre (personagem eternizado na criação de Paulo Gracindo)
•Profeta, de nome Jesuíno, um sábio
•Professor Raimundo, um dedicado mestre “E o salário, ó”
•Salomé, a senhora idosa gaúcha que conversa intimamente com o presidente Figueiredo, que tinha como nome João Batista, o mesmo do santo que na Bíblia teve a cabeça cortada para agradar a dançarina Salomé. A personagem teve uma participação especial na telenovela Feijão Maravilha.
•Santelmo, um crédulo e honestíssimo cidadão
•Seu Bixiga, um paulistano da gema
•Tavares, o malandro bêbado que casou com uma rica e feiosa mulher, que chamava de Biscoito.
•Tim Tones, dono de igreja que tinha o bordão: - “Vamos correr a sacolina...”
•Valentino, um inocente e puro menino

sábado, 9 de janeiro de 2010

A polêmica da origem do Heavy metal



Vendo nas reuniões do site Rio in Rock, a polêmica da origem do heavy metal pegando fogo, resolvi fazer uma matéria que tentasse desvendar esse mistério, mas devo admitir que não consegui ter uma opinião muito conclusiva sobre o assunto, o que não me impede de expor alguns fatos que eu consegui colher para vocês, leitores, tirarem suas próprias conclusões.
Primeiro de tudo, o heavy metal, ou simplesmente metal, é um estilo musical derivado do rock'n'roll e do hard rock e que se caracteriza pela predominância sonora de guitarras amplificadas, por vezes sob o efeito de pedais de distorção, com ritmos rápidos, amplificados. Outras características marcantes do metal são a velocidade, distorção e peso do som, que também é marcado por virtuosos solos de bateria, baixo e, principalmente, guitarra.
Outro fato importante de ser mencionado é que no início tanto o hard rock como heavy metal tradicional eram bem entrelaçados tanto é que os dois surgiram na mesma época e tocado pelas mesmas bandas: Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Alice Cooper, Nazareth, Uriah Heep, Blue Cheer, apenas para citar algumas. O Black Sabbath foi desvinculado do grupo do hard rock principalmente pela temática de suas músicas, o que não impede que uma banda de hard rock faça uma canção com um tema sombrio.
É inegável que as três bandas que mais contribuíram para o nascimento do estilo do metal (e do hard rock) foram: Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath, além de uma menção honrosa ao Uriah Heep. Essas bandas foram as que mais características cederam para o futuro sub-estilo do rock. Antes de partirmos para polêmica é necessário se analisar as características “metálicas” que começaram a surgir a partir dos anos 60.
O power chord foi usado pela primeira vez por The Who e The Kinks. O power chord remete às primeiras bandas que começaram a usar a saturação do amplificador e posteriormente a distorção como principais efeitos em suas músicas. Já a distorção pesada foi popularizada por Jimi Hendrix e Cream. O Blue Cheer, que além de também utilizar a distorção pesada, promovia um verdadeiro esporro sonoro, sendo um dos primeiros a tocar um blues-rock amplificado até o máximo e cheio de wah-wah's. O primeiro baterista a usar bumbo duplo foi Keith Moon do The Who.
Continuando com as características o Led Zeppelin apresentou os primeiros riffs acelerados, já o Deep Purple além de apresentar riffs inovava constantemente em seus álbuns. O Uriah Heep fazia um som pesado com linhas de teclados, com distorção e wah wah e abordavam fantasia e misticismo em suas músicas. Os primeiros vocalistas a apresentarem a densidade vocal características do estilo foram Ian Gillan (Deep Purple), Robert Plant (Led Zeppelin), e David Byron (Uriah Heep).
Mas os leitores devem estar se perguntando e o Black Sabbath? O Sabbath reunia todos os elementos citados acima mas é bom esclarecer apenas em algumas músicas. E esse é o motivo para o primeiro álbum do Black Sabbath, homônimo, de 1970, ser considerado por muitos o primeiro álbum de heavy metal da história (mas além dessa há a teoria de que os álbuns de Alice Cooper e/ou Led Zeppelin teriam sido pioneiros por virem antes). Além disso a banda criava uma imagem trangressora, muitas vezes ligada ao misticismo, satanismo, apologia ao uso de drogas e também abordagem político-social.
O Heavy Metal também possui nas letras uma de suas maiores riquezas. Usam-se temas como protestos contra elementos repressores da sociedade, louvor e depreciação de religiões, os medos e o lado obscuro do ser-humano, musicalização de contos, poemas, a história de civilizações, momentos ou heróis da humanidade, trabalhos conceituais, humor, fuga da realidade e psicodelia, e referências mitológicas. Encontram-se ainda letras sobre o louvor ao próprio Heavy Metal e ao Rock, como forma de transmissão da paixão e da fidelidade ao estilo.
Esta, na minha humilde e modesta opinião, é a característica que mostra o possível pioneirismo do Black Sabbath, pois ele provavelmente fez músicas sobre quase todos esses temas, não exclusivamente naquela época, e sim, ao longo de sua carreira, o que faz dele, que chovam as críticas a mim, talvez a primeira banda plenamente de heavy metal da história.
Bem, depois delas vieram bandas inegavelmente de heavy metal, como as do NWOBHM, que teria como pais junto com o Sabbath bandas como Judas Priest e Iron Maiden com os discos de estréia em 74 e 78 respectivamente. E a partir daí o resto é história contada e recontada.

sábado, 24 de outubro de 2009

Morte nos Bálcãs: barril de pólvora à vista

29 de junho de 1914

Ontem, dia 28 de Junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, sobrinho do Imperador Francisco José e herdeiro do trono Austro-Húngaro e sua esposa Sofia, duquesa de Hohenburg, foram assassinados em Sarajevo, cidade do Império Austro-Húngaro. A conspiração envolveu Gavrilo Princip, um estudante sérvio que fazia parte de um grupo de quinze assaltantes que formavam o grupo Bósnia Jovem, que atuava em conjunto com a organização secreta Mão Negra .
Depois da guerra em que Bulgária e Áustria-Hungria foram derrotados por Sérvia, Montenegro, Romênia e Grécia, os povos eslavos da Bósnia-Herzegovina usaram a confusão da guerra e do pós-guerra para se rebelar com o respaldo da Sérvia contra a Áustria-Hungria pela independência. O arquiduque assim, a fim de acalmar os ânimos, viajou para a cidade para anunciar a formação de uma monarquia tríplice (austro-húngara-eslava), elevando teoricamente a Bósnia e a Herzegovina ao mesmo nível de Áustria e Hungria quando foi assassinado.
Já se esperam represálias do Império Austro-Húngaro em relação à Sérvia, pois ela apóia a idéia de Grande Sérvia, agitando assim os movimentos nacionalistas eslavos das regiões dos impérios Otomano e Austro-Húngaro. A Rússia, importante aliada da Sérvia, a respalda pois espera que o pan-eslavismo (movimento nacionalista das etnias eslavas), aumente a sua influência e supremacia sobre os povos eslavos dos Bálcãs.
A expectativa na Europa de uma guerra futura é grande pois os principais países do continente estão divididos em 2 alianças militares: Tríplice Entente (França, Inglaterra e Rússia) e Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro). Os ânimos estão acirrados principalmente pela disputa de áreas coloniais na África (casos recente de Marrocos e Congo) e o revanchismo francês em relação à Alemanha pela perda da Alsácia-Lorena, na guerra Franco-Prussiana em 1870.
Informações secretas informam um posicionamento dúbio da Itália na Europa pois embora tenha diferenças em relação à França (principalmente em relação à anexação da Tunísia pelo país), não esconde de ninguém seu desejo de anexar as regiões irredentas, do Império Austro-Húngaro. Logo, a chance de uma guerra é grande, tamanho o clima de rivalidade existente no continente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Trabalho globalizado

O Brasil pela sua importância no mundo começa a ter e realidade do seu mercado alterada. Fatores como: novas tecnologias, novos métodos administrativos e de construção de carreiras, bem como a globalização, vêm dinamizando o trabalho por todo o planeta.
As novas tecnologias são representadas principalmente por aparelhos como iPhones e Blackberries que mudaram a carga horária do trabalhador. Profissionais agora se vêem obrigados a se trabalhar 24 horas por dia e todos os dias da semana. Esses aparelhos reúnem serviços de e-mail, internet, celular e iPod. Nesse novo mundo não existem fusos horários, fronteiras ou vida social.
O artigo “A marca chamada você” do consultor americano Tom Peters, inspirou muitas pessoas a abrir seus próprios negócios. Isso acontece principalmente com os mais jovens e talentosos. Eles são imbuídos de uma satisfação em cumprir uma meta não-econômica, ou seja, buscam liberdade, satisfação e realização pessoal. Enquanto as grandes empresas não mostrarem um verdadeiro empreendedorismo para os seus funcionários, a tendência é perder os seus gênios para esse novo formato de empresa.
Outra questão atual do mercado é a necessidade de um intercâmbio cultural entre os funcionários de uma multinacional. Porque em um dia você pode estar viajando a negócios ou mesmo transferido para outro país. O profissional globalizado não pode ter medo de se mudar. Por fim, a globalização amarra tudo e nesse mundo globalizado é preciso criar e inovar constantemente e você só consegue isso quando associa diferentes idéias, referências e habilidades.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ser jornalista

Furacões, pobreza e desvio de verbas são apenas alguns dos temas transformados em notícias. Por isso mesmo, um jornal nunca fica cansativo, se bem equilibrado com os inúmeros temas do dia-a-dia.O bom jornalista deve ser eclético, mantendo sempre um bom nível.
Ao escrever sobre tragédias naturais, o profissional de imprensa deve ser frio, porém nunca deve minimizar os acontecimentos. Os fatos que ganham alcance na mídia envolvem muitas pessoas e um belo exemplo é o Katrina. Tragédias com um número reduzido de pessoas dificilmente ganham destaque a menos que seja algo inédito ou pouco comum.
Descrevendo fatos políticos e econômicos, o jornalista deve demonstrar imparcialidade. Ele também necessita mostrar de que forma isso afetará as pessoas não diretamente envolvidas. É vital dar importância a todos os lados da situação, para não ser taxado de parcial.
Por fim, ele deve ser fiel e leal à vontade da maioria da população. É extremamente importante que haja uma sintonia entre leitor e jornalista. Por último, é dever do jornalista deixar que o leitor tire suas próprias conclusões e dar as ferramentas necessárias para esse raciocínio.

Duas línguas

Dizer que há duas línguas no Brasil é um exagero. É comprovado pelos gramáticos que quem cria uma língua é o povo que reside nesse lugar. Sendo assim, toda extensão de vocabulário utilizado por esse mesmo povo, pode ser considerado como parte de sua língua.
Toda essa discussão é gerada pelo fato de o Brasil ter muitas desigualdades sociais. Por isso, há essa polêmica acerca da língua, contudo, esquece-se que o povo tem uma educação extremamente deficitária. Ele muitas vezes não tem acesso à língua culta utilizada pela elite intelectual do país.
Outro fato importante a ser tratado é que nem mesmo a elite utiliza a língua culta durante 24 horas. Geralmente, em casa, na Internet ou mesmo conversando informalmente com amigos em um bar, por exemplo, ela utiliza uma linguagem informal. Não se deve esquecer que nesse caldo lingüístico ainda estão envolvidos estrangeirismos e regionalismos, e que tudo isso torna a língua utilizada no Brasil uma das mais miscigenadas do mundo.